quinta-feira, 4 de março de 2010


ATRAVESSANDO O VALE DA MORTE
VALE DE 800 METROS ENTRE PIAUÍ E CEARÁ ESCAVADO PELAS ÁGUAS DO DILÚVIO DE NOÉ EM SUA FASE DE REGRESSIVIDADE PARA AS BACIAS OCEÂNICAS


Entre Pedro II - Piauí e Carnaúbal- Ceará existe um grande vale com uma profundidade de quase 800 metros separando as duas cidades. No dia 11 de outubro de 2009, atravessamos esse vale com destino ao Ceará. A direção da escavação é Leste, indicando que aquele vale pode muito bem ter sido escavado pelas águas de regressividade do Dilúvio de Noé, há 5.000 anos atrás.




Aqui não mora gente, nem animal, ou qualquer vestígio de agricultura. O terreno é extremamente difícil; veículo comum não consegue trafegar por aqui. O sobe e desce nas escadarias rochosas naturais é um desafio para qualquer caixa de marcha.


Batizamos esse local de Vale da Morte porque sua paisagem é de completa desolação; não há sinal algum de vida animal; o solo é rochoso, dando a entender que alí nada se planta nem se colhe. São 94 km de estrada desnivelada, grandes buracos, escadarias de lagedos. Vale ressaltar que estraguei o colar de embreajem do jipe.


Pelo lado de fora da janela do jipe é possível ver o tipo de solo do vale diluviano: uma grossa cama de rocha sedimentar. possivelmente esse material foi colocado no início do ano do Dilúvio, quando as águas começarama invadir o continente.


Preparando para a descida do vale; ainda no estado do Piauí, o cenário é místico, pois nos lembra de um gigantesco fenômeno global que inundou toda essa área que vamos atravessar.
Nessa paisagem é posível ver um imenso pacote sedimentar (montanha à frente do jipe). O topo daquela serra indica que a água subiu três vezes a altura da serra.


A partir de Pedro II é possível ver a profundidade do vale: 800 metros; o GPS na minha mão indica que a direção (sentido do meu dedo) do vale é Leste, a direção que as águas diluvianas tomaram em direção aos oceanos, no final do Dilúvio. Assustadoramente o material escavado dessa área está no fundo dos oceanos.



Estou apontando a direção da entrada das águas diluvianas (sentido nordeste -sudoeste), indicado pela direção contrária do meu dedo. As águas invadiram o continente na direção contrária da qual estou apontando no terreno. É possível verificar o platô do meu lado direito faltando a parte que foi destruída pelas correntes gigantescas no sentido leste (direção do oceano). No meio do Dilúvio esse platô atravessava todo o estado do Piauí emendando com a Serra da Ibiapaba do outro lado, no Ceará. O imenso corte pelas águas regressivas do Dilúvio de Noé ocasionou o vale da morte.

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